Unidos pela língua, separados pela desigualdade
Nos ultimos dias, o assunto vem ganhando atencao. Entre os dias 13 e 15 de maio, o Rio de Janeiro sediou o 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa – que, a propósito, são nove: em ordem alfabética, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Vale destacar que Unidos pela língua, separados pela desigualdade: Há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos). A mortalidade materna na Guiné-Bissau é 34 vezes superior à de Portugal. As despesas em saúde per capita variam em até cem vezes dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Determinantes sociais e desigualdade: há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos) Tim Donahue para Pixabay Esses foram alguns dos dados apresentados por Ann Lindstrand, pediatra sueca que se expressa num português bastante razoável e é representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde. O cenário é ainda pior quando se pensa em termos planetários. De acordo com a entidade, a disparidade na expectativa de vida entre as nações chega a 33 anos; nas mais pobres, o índice de mortalidade de crianças menores de 5 anos é 13 vezes maior. No Brasil, enquanto se estima que um homem negro em Alagoas viva 66,7 anos, uma mulher branca em Santa Catarina pode viver, em média, 80,9 anos. Continue acompanhando pra nao perder as novidades.
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