Trump revive mensagem anticomunista para as eleições de novembro
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Confira os detalhes que estao repercutindo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou alertas sobre os perigos do comunismo nas duas últimas semanas, como parte de estratégia política para testar se a mensagem encontra eco para além da base de apoiadores, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.
Vale destacar que Leia também: Trump deixa comissão eleitoral sem integrantes antes do pleito de novembro nos EUA Trump diz que não vai assinar projeto bipartidário sobre moradia que chamou de ‘grande chatice’ Trump confirma que negociações com Irã continuam, mas reitera que cessar-fogo acabou O uso do termo por Trump aumentou após 23 de junho, quando uma série de candidatos da ala mais à esquerda do Partido Democrata venceu as eleições primárias em Nova York, segundo análise da Reuters a partir de declarações públicas e postagens nas redes sociais. Desde então, o presidente americano mencionou o comunismo 81 vezes, chamando alguns dos democratas vitoriosos de “comunistas radicais e sem Deus”. Resultados preliminares de grupos focais conduzidos pela equipe de Trump indicam que a mensagem mobiliza fortemente a base do presidente e que ele pode conseguir aumentar o comparecimento às urnas entre eleitores republicanos que não costumam votar, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.
No entanto, a mensagem parece ser menos eficaz entre eleitores independentes — que frequentemente decidem disputas apertadas — e entre eleitores mais jovens que não viveram nos tempos da Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética. O sucesso dos chamados “socialistas democratas” e de outros candidatos progressistas nas primárias em diferentes Estados, como Colorado, Kentucky, Nova York, Ohio e Texas, deu a Trump e demais republicanos um novo flanco para atacar, retratando os adversários como extremistas. Trata-se de uma estratégia para evitar que os republicanos tenham que defender o histórico de Trump no combate ao alto custo de vida dos americanos. Muitos candidatos progressistas argumentam que, para combater o alto custo de vida, é preciso aumentar impostos, reduzir gastos militares, se opor ao financiamento americano a Israel, ampliar programas financiados pelo governo e extinguir o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), que ganhou novo status sob Trump. Acompanhe mais conteudos como esse no site.
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