Amplidão da obra de Erasmo Carlos é exposta em show na esfera do cover
Veja o que foi divulgado recentemente. A cantora Malu Rodrigues é a solista de show feito com banda formada por músicos que tocaram com Erasmo Carlos (1941 – 2022) Rodrigo Goffredo ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Malu Rodrigues e banda do Tremendão tocam Erasmo Carlos Artistas: Malu Rodrigues – com os músicos Luiz Lopez, Mario Vitor, Pedro Herzog e Rike Frainer Data e local: 2 de julho de 2026 no Manouche (Rio de Janeiro, RJ) Cotação: ★ ★ ★ ♬ Pedra fundamental na construção do rock no Brasil dos anos 1960, ainda que naquele início a vertente nacional do gênero tenha sido decalcada da matriz norte-americana, a obra pioneira de Erasmo Carlos (5 de junho de 1941 – 22 de novembro de 2022) é grande no sentido da qualidade e da quantidade.
Segundo apurado, Ao longo de seis décadas de atuação no universo pop, o cantor, compositor e músico carioca partiu do rock da Jovem Guarda para transitar pelo samba-rock, pelo soul, pelo funk e pelas canções de amor – recorrentes na musicografia do artista – até voltar para as origens no derradeiro álbum, “O futuro pertence à... Jovem Guarda” (2022), lançado no último ano de vida do Tremendão. A amplidão do cancioneiro de Erasmo Carlos saltou aos ouvidos ao longo das duas horas do show “Malu Rodrigues e banda do Tremendão tocam Erasmo Carlos”, apresentado no Manouche, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de quinta-feira, 2 de julho, como tributo antecipado ao artista pelos 85 anos que o Gigante gentil completaria amanhã, domingo, 5 de junho.
Do ponto de vista instrumental, o show resultou excelente – até porque a banda que dividiu o palco com a solista Malu Rodrigues era formada por quarteto que tocou com o cantor. Se Luiz Lopez (guitarra) e Rike Frainer (bateria) dividiram palcos e estúdios com Erasmo Carlos por mais de 10 anos, Mario Vitor (guitarra) e Pedro Herzog (baixo) tocaram com o Tremendão em várias ocasiões. Ou seja, todo mundo sabia o que estava tocando. Sem falar que o maestro e tecladista José Lourenço – habituado a tocar com Erasmo e com pleno domínio do universo musical do artista – fez luxuosa participação no tributo, traduzindo nos teclados o clima da canção “É preciso dar um jeito, meu amigo” (1971) e dando show à parte em passagem instrumental de “É preciso saber viver” (1968), número coletivo do bis que arrematou o tributo com a presença do outro convidado, Leo Jaime. Continue acompanhando pra nao perder as novidades.
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