BC de Galípolo aumenta uso de instrumento que ajuda a reduzir dívida pública; entenda
Confira os detalhes que estao repercutindo. Criado em 2021 no âmbito da lei que concedeu autonomia operacional ao Banco Central, o uso de depósitos voluntários remunerados tem crescido substancialmente na gestão de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central.
Vale destacar que O mecanismo, que no primeiro semestre deste ano teve uma média de quase R$ 200 bilhões (cerca de 1,5% do PIB) em recursos retirados de circulação da economia, é uma alternativa às operações compromissadas, usadas pela autoridade monetária para garantir o nível da taxa Selic no valor definido periodicamente pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Uma das grandes vantagens da modalidade é ajudar na gestão da oferta de dinheiro na economia sem impactar no indicador de dívida bruta do governo porque não envolve o uso de títulos públicos. As instituições apenas deixam o dinheiro dormir em uma conta do BC e recebem o equivalente à taxa Selic.
Nas tradicionais operações compromissadas, por outro lado, o BC entrega papéis do governo para os bancos e fica com o dinheiro por um prazo curto, o que faz com que a dívida bruta seja sensibilizada e fique mais alta. Para se ter uma ideia do efeito, no dado mais recente das estatísticas fiscais, as compromissadas fecharam maio em R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 9,2% do PIB. Nesse mesmo mês, o BC reportou que os depósitos voluntários somaram R$ 216,5 bilhões, ou 1,65% do PIB. Tudo o mais constante, se esse novo mecanismo não existisse, a dívida bruta de maio seria de 82,8% do PIB, ante 81,1% registrado oficialmente no período. Siga acompanhando o blog pra mais atualizacoes.
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