Candidatos ao Nobel do Canadá e do Chile: confira os destaques da poesia no primeiro semestre de 2026
Nos ultimos dias, o assunto vem ganhando atencao. O primeiro semestre de 2026 não conheceu nenhum fenômeno de vendas como foram os livros de colorir no ano passado.
Vale destacar que Segundo o Panorama de Consumo de Livros, pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira de Livros (CBL) e realizada pela Nielsen BookData, em 2025, cerca de 11 milhões de brasileiros (7,1% da população adulta e 40 do público consumidor de livros) comprou ao menos um livro de colorir. 'Female rage': Entenda como a fúria feminina contra injustiças alimenta ficções repletas de sangue e vingança Stefano Mancuso: Pioneiro da neurobiologia vegetal revela revela 'superpoderes' das plantas Ainda assim, o mercado editorial brasileiro vive um bom momento. De acordo com o mais recente Painel do Varejo de Livros no Brasil, pesquisa da Nielsen e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, no acumulado do ano (até 17 de maio), o setor cresceu 11,8% em vendas e 12,3% em faturamento em relação ao mesmo período de 2025.
A pujança do mercado tem se refletido em mais investimento em literatura. Na estante de literatura estrangeira, destacam-se duas obras de poesia que têm em comum uma certa qualidade espiritual. “Vidro, ironia e deus”, da canadense Anne Carson, conhecida por seu diálogo profícuo com os clássicos, ecoa o Antigo Testamento ao descrever o quão terrível pode ser o encontro com o divino. “Sua vida quebrando-se”, primeira antologia brasileira do chileno Raúl Zurita, também é pródiga em referências bíblicas: num poema, o território de seu país se confunde com o corpo do Cristo crucificado: “Uma só face com os braços abertos: uma ampla face/ coroada de espinhos.” Cotado para o Nobel de Literatura, Zurita foi perseguido pela ditadura de Augusto Pinochet. Acompanhe mais conteudos como esse no site.
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