'Estamos pegando fogo': a missão da Nasa que matou astronautas antes mesmo da nave decolar
Sem rodeios: o tema merece um olhar mais cuidadoso do que costuma receber. "Como nós vamos chegar à Lua se não conseguimos conversar entre dois ou três prédios?" Essa frase dita pelo comandante da missão Apollo 1, Gus Grissom, antecipou uma das falhas que marcariam uma tragédia.
Curiosamente, Em 27 de janeiro de 1967, três astronautas morreram por conta de um incêndio na cabine durante um teste de contagem regressiva na base de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão, que seria a primeira tripulada do programa Apollo, nem mesmo decolou antes de se transformar em tragédia. O acidente foi causado por uma combinação de fatores: falhas de comunicação com o centro de controle, o uso de oxigênio puro em alta pressão dentro da cápsula e o mecanismo de abertura da escotilha.
Astronautas da missão Apollo 1 durante, mortos durante acidente em plataforma Divulgação/Nasa Falhas de comunicação, oxigênio e porta explicam tragédia Durante o ensaio, os astronautas enfrentavam problemas de comunicação com o centro de controle. A crítica de Grissom ocorreu justamente nesse contexto. Dentro da cápsula, o ambiente também contribuía para o risco. A cabine estava pressurizada com oxigênio puro — prática comum na época —, o que tornava qualquer faísca potencialmente devastadora.
Continue acompanhando o blog pra não perder as atualizações.