Governo da Venezuela dificulta ajuda humanitária após terremotos, denunciam grupos e afetados pela tragédia
A informacao chegou e merece atencao. À medida que equipes de emergência tentam avançar com os trabalhos de busca por sobreviventes sob os escombros de prédios derrubados pelos dois terremotos que atingiram à Venezuela há pouco mais de uma semana, acumulam-se os relatos por parte de grupos internacionais e venezuelanos de que a condução da crise pelo governo chavista estaria dificultando a chegada de ajuda humanitária às regiões mais afetadas — incluindo burocracia excessiva, restrições a grupos específicos e cobrança de pagamentos por agentes públicos.
Vale destacar que Depois dos terremotos: Venezuelanos no exterior buscam familiares por chat e velam seus mortos por streaming Após oito dias preso sob escombros: Venezuelano é resgatado com vida em La Guaira, a mais devastada pelos terremotos Dezenas de organizações humanitárias e governos, incluindo o do Brasil, enviaram equipes técnicas e ajuda humanitária para a Venezuela, sobretudo para a região de La Guaira, a norte de Caracas, onde foi sentido o maior impacto. Embora muitos dos profissionais tenham sido incluídos às operações a esta altura — equipes de EUA, El Salvador, Costa Rica, Portugal, México e Chile participaram do resgate de um homem preso há oito dias sob escombros nesta quinta-feira —, alguns grupos denunciaram ter sido impedidos de chegar até o local. Initial plugin text A ONG ISAR Alemanha, organização especializada em missões de busca, resgate e ajuda humanitária em cenários de desastres extremos, afirmou em uma publicação on-line que teve a "autorização de entrada negada" na Venezuela.
Relatos reunidos pelo jornal americano Washington Post mencionam "obstáculos burocráticos árduos, estradas bloqueadas, postos de controle, exigências de pagamentos que pareciam propinas e restrições a jornalistas". Pouco depois dos terremotos e da constatação do cenário de crise, o governo venezuelano militarizou a região de La Guaira e limitou a entrada de pessoas na região. Diante de um fluxo intenso de pessoas que se apresentaram para auxiliar como fosse possível o trabalho de buscas, o governo passou a fazer uma triagem e emitir autorizações para os voluntários. A justificativa oficial foi de que a entrada de pessoas sem qualificação e em grande número na região poderiam dificultar os trabalhos técnicos e aumentar o risco de acidentes. Fique de olho nas proximas publicacoes.
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