Nova diretriz internacional coloca semaglutida e tirzepatida como primeira opção no tratamento da obesidade
Confira os detalhes que estao repercutindo. Anvisa aprova uso da semaglutida para redução do risco cardiovascular Há duas décadas, emagrecer 5% do peso era motivo de comemoração no consultório, e quem não alcançasse a marca em três meses ganhava o rótulo de "não respondedor".
Segundo apurado, Hoje, um único medicamento faz cerca de nove em cada dez pessoas ultrapassarem esse patamar —e é essa virada que sustenta a nova diretriz do American College of Physicians (ACP), entidade que reúne os médicos internistas dos Estados Unidos, publicada na segunda-feira (15) na revista científica Annals of Internal Medicine. O documento estabelece a semaglutida e a tirzepatida —as "canetas" que imitam hormônios intestinais ligados à saciedade— como primeira opção quando se decide tratar a obesidade com remédio, sempre ao lado de mudanças no estilo de vida. Para adultos com obesidade (índice de massa corporal, o IMC, igual ou acima de 30), a diretriz organiza as demais drogas numa hierarquia: a combinação fentermina-topiramato como segunda opção, a liraglutida como terceira e a associação naltrexona-bupropiona como quarta.
Em pessoas com sobrepeso (IMC entre 27 e 30) e ao menos uma doença associada —diabetes tipo 2, colesterol alterado, hipertensão, apneia do sono ou doença cardiovascular—, a recomendação é começar por semaglutida ou tirzepatida, com a liraglutida como segunda escolha. O pano de fundo justifica a urgência. Mais da metade da população mundial —59%— vive com sobrepeso ou obesidade, segundo dados citados pelo ACP. No Brasil, 68% dos adultos têm excesso de peso e 31% convivem com obesidade; só em 2021, quase 61 mil mortes prematuras no país foram atribuídas ao IMC elevado. Siga acompanhando o blog pra mais atualizacoes.
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