Sucessos recentes para o público infantojuvenil expõem alta demanda por obras brasileiras para crianças
A novidade esta movimentando o setor. E lá se vão 15 anos desde que o designer Chaps Melo desenhou um homem rechonchudo, com um bigode generoso e uma cartola, na parede do quarto da filha, à época ainda na barriga da mãe.
Alem disso, Do tracejado despretensioso inspirado pelas canções de “O Grande Circo Místico”, de Chico Buarque e Edu Lobo, nasceu, meio sem querer, um dos maiores fenômenos infantis 100% made in Brazil. Alçado a franquia — com produtos licenciados, discos, shows e parcerias com medalhões como Milton Nascimento e Caetano Veloso —, o personagem Bita virou do avesso não apenas a vida de seu criador, mas também sacolejou as bases da produção de entretenimento para menores de idade no país. Caso bem-sucedido: No Rio, roteirista de 'La casa de papel' fala do fracasso que precedeu o sucesso da série Lançamentos à vista: TV Globo anuncia novidades e mira 'pluralidade singular' do Brasil de várias telas A história da marca Mundo Bita — invenção dos amigos pernambucanos Chaps Melo, João Henrique Souza, Enio Porto e Felipe Almeida — é uma amostra expressiva da altíssima demanda por produções infantojuvenis com DNA verde e amarelo.
Lançado originalmente como aplicativo educativo, o projeto ganhou uma forma própria ao “surfar as ondas do mercado”, como explicou Felipe Almeida, no Rio2C. A presença no YouTube, por exemplo, foi essencial para a popularização do conteúdo. Tudo, porém, sempre foi realizado de “modo artesanal”, como pondera Chaps Melo. — Um dos grandes segredos do sucesso do “Mundo Bita” é realizar sem saber. Fique de olho nas proximas publicacoes.
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