Kassio Nunes Marques vê chance do TSE balizar pesquisas e evitar que levantamentos sejam usados como ringue na disputa eleitoral
Nos ultimos dias, o assunto vem ganhando atencao. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou a interlocutores que o julgamento nesta terça-feira (9) da decisão que suspendeu a divulgação de pesquisa realizada pelo instituto Atlasintel é uma oportunidade de a Corte balizar a atuação dos institutos de pesquisa para as eleições de outubro.
Vale destacar que Nunes Marques entende que a discussão não envolve um debate sobre liberdade de expressão, sendo que os institutos de pesquisa não têm liberdade para perguntar o que quiserem sobre o que quiserem em matéria eleitoral. Isso porque a Justiça Eleitoral tem regras especificas para as pesquisas, que devem ser registradas e não podem influenciar o eleitor ou desequilibrar o pleito. Na decisão, contudo, o ministro Nunes Marques citou uma entrevista do CEO da AtlasIntel Tecnologia de Dados Ltda., Andrei Roman, à "CNN Brasil" que corroboraria o pedido feito pelo Partido Liberal (PL) de suspender a pesquisa.
Agora no g1 Nunes Marques destaca que o conteúdo da entrevista fortaleceria os argumentos acerca do viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e teria tratado do potencial desgaste eleitoral para Flávio Bolsonaro. Segundo a decisão, o CEO do instituto defendeu a formulação das perguntas que associavam grupos políticos ao denominado “esquema de fraudes financeiras do Banco Master” e ainda classificou como “muito problemático para a imagem” do pré-candidato. O texto do ministro menciona ainda que Andrei Roman afirmou durante a entrevista que o caso relevaria “fatos extremamente graves”, capazes de comprometer “a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida”. Debate técnico De acordo com relato de interlocutores, o ministro avalia que o julgamento é um debate técnico sobre cumprimento das regras e a não interferência na disputa. Acompanhe mais conteudos como esse no site.
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