Prefeitura aponta R$ 12 milhões em notas suspeitas e cobra devolução de R$ 906 mil de ONG responsável por wi-fi na periferia de SP
A novidade esta movimentando o setor. A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme ‘Dark Horse’ e dona da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) Reprodução/Redes Sociais A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, da Prefeitura de São Paulo, notificou a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) para que apresente, no prazo de 30 dias, justificativas técnicas para notas suspeitas que somam quase R$ 13 milhões no contrato de instalação de wi-fi na capital paulista.
Alem disso, A ONG tem como proprietária a empresária Karina Ferreira da Gama, que também é produtora do filme "Dark Horse", que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No documento chamado “Notificação de Inconsistências e Solicitação de Regularização na Prestação de Contas – 1º Semestre de 2025”, a gestão Ricardo Nunes (MDB) pede que Karina devolva pelo menos R$ 906 mil aos cofres públicos referentes a notas fiscais canceladas, além de exigir a apresentação de documentos e justificativas para outros R$ 12 milhões em gastos apresentados nas notas fiscais de prestação de conta do período. Parte das notas fiscais consideradas suspeitas ou irregulares já havia sido revelada pelo g1 em maio.
A reportagem mostrou que o ICB apresentou à prefeitura notas fiscais canceladas ou em desacordo com a legislação para justificar despesas do contrato de R$ 108 milhões destinado à instalação de pontos de internet gratuita nas periferias da cidade. A análise da prefeitura sobre as notas do ICB foi divulgada quase um ano depois de a empresária, dona da ONG, entregar os documentos, o que ocorreu, em 30 de junho de 2025, e após diversos veículos de imprensa, como o g1, apontarem problemas nas prestações de contas desde junho de 2024. As inconsistências e notas irregulares apresentadas pela ONG também são alvo de investigação na Polícia Civil e no Ministério Público de SP. Em 1° de junho, o ICB e outras empresas que prestaram serviço à entidade foram alvo de busca e apreensão por parte da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Dicca). Siga acompanhando o blog pra mais atualizacoes.
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