Por que o movimento da ‘boa morte’ está em alta
Existe uma lógica por trás do movimento que nem todos percebem de imediato. O Centro de Longevidade da Universidade Stanford mapeou um novo movimento: o da “boa morte”.
Para complementar, No Brasil, o assunto ainda causa desconforto e há poucas vozes que provocam a reflexão, como a médica Ana Claudia Quintana Arantes, autora do best-seller A morte é um dia que vale a pena viver. No entanto, nos Estados Unidos, trata-se de um mercado em expansão, como esse blog já mostrou ao apresentar diversas iniciativas para debater a finitude. Fim de vida: mercado da “boa morte” está em expansão Sabine van Erp para Pixabay O Death café, por exemplo, é um projeto criado pelo antropólogo suíço Bernard Cretazz em 2004, que também cunhou a expressão “sigilo tirânico” para descrever o medo e a rejeição que as pessoas têm de falar sobre a morte.
Por isso, o objetivo das reuniões é conversar sobre o fim e o luto, que faz parte da trajetória de todos nós. Elas são realizadas em dezenas de países; no Brasil, há encontros mensais em diversas cidades. As doulas de fim de vida têm algo em comum com suas equivalentes que acompanham gestantes: o trabalho de suporte emocional, físico e informativo. São profissionais que não substituem médicos, enfermeiros ou as equipes de cuidados paliativos – seu papel é ajudar o paciente e seus familiares a lidar com o medo, a dor e os preparativos para o desfecho final, buscando maior autonomia para o indivíduo que está morrendo.
A história ainda está em desenvolvimento — voltaremos com mais detalhes em breve.